Revisado em 19 de outubro de 2026 · Conteúdo educativo
Golpes com maquininha de cartão e Pix quase sempre seguem o mesmo roteiro: pressa, distração e uma história convincente. Esta Central reúne, em um só lugar, os sinais de alerta mais comuns, os cuidados para quem vende e para quem paga e o passo a passo do que fazer se algo der errado.
As orientações abaixo foram organizadas a partir de fontes oficiais, como o Banco Central e os conteúdos de segurança do PagBank, e da rotina de atendimento a comerciantes. Elas servem para você reconhecer e evitar fraudes. Não substituem o atendimento da sua instituição financeira.
Regra de ouro: nenhuma empresa séria pede sua senha, o código que chegou por SMS, o número completo do cartão com o código de segurança ou um Pix para "liberar", "proteger" ou "reservar" alguma coisa. Se alguém pedir, interrompa o contato e procure o canal oficial você mesmo.
1. Sinais de possíveis fraudes
Nenhum sinal isolado prova que é golpe. Mas, quando um ou mais destes aparecem, vale parar e conferir antes de continuar:
- Urgência fora do normal: "precisa ser agora", "a promoção acaba hoje", "sua conta vai ser bloqueada".
- Pedido de dados sensíveis: senha, código recebido por SMS, foto do cartão, dados para "confirmar cadastro".
- Pagamento antecipado para receber algo: taxa para liberar empréstimo, "reserva" de maquininha, "seguro" de entrega.
- Contato que chegou até você: ligação, mensagem ou perfil em rede social que se apresenta como banco, credenciadora ou técnico.
- Maquininha sem visor legível, com adesivo sobre a tela ou que o vendedor não deixa você ver.
- Comprovante de Pix enviado por print sem que o dinheiro apareça no extrato da sua conta.
- Pedido para instalar aplicativo ou clicar em link para "resolver um problema" na conta.
Dica do Banco Central: a pressa é uma das principais aliadas dos golpistas. Antes de confirmar qualquer operação, dedique alguns segundos para conferir os dados, principalmente o nome de quem vai receber.
2. Cuidados com a troca de maquininhas
Se você é comerciante
- Não entregue a maquininha a quem aparece sem aviso dizendo que veio trocar, atualizar ou recolher o aparelho. Confirme a solicitação no aplicativo ou nos canais oficiais da sua credenciadora antes.
- Não deixe a maquininha sair da sua vista durante o atendimento. Quem leva o aparelho para "testar" ou "passar o cartão lá fora" pode trocar o equipamento ou fazer operações sem você perceber.
- Mantenha a senha administrativa só com você e troque a senha de fábrica, quando o seu modelo permitir.
- Anote o número de série da sua maquininha e confira de vez em quando se o aparelho é o mesmo.
- Confira as vendas no aplicativo ao fim do dia. Estorno ou venda que você não reconhece é sinal de alerta.
Se você é cliente
- Não entregue o cartão na mão de ninguém. Você mesmo insere ou aproxima o cartão.
- Confira o cartão que volta para você, principalmente se precisou entregá-lo por algum motivo. Na troca de cartão, o golpista devolve um cartão parecido.
- Digite a senha protegendo o teclado com a mão e nunca diga a senha em voz alta.
3. Visor danificado e valor diferente do combinado
Segundo o conteúdo de segurança do PagBank, há dois roteiros comuns: a maquininha com visor quebrado ou coberto, em que o vendedor sugere que você confira o valor depois no aplicativo, e a maquininha com visor adulterado, que mostra um valor e cobra outro.
- Só pague se conseguir ler o valor no visor. Se a tela estiver quebrada, coberta ou apagada, peça outra forma de pagamento.
- Leia o valor inteiro, incluindo vírgula e centavos. R$ 15,00 e R$ 1.500 ficam parecidos com pressa.
- Confira se é débito ou crédito e o número de parcelas antes de digitar a senha.
- Ative as notificações de compra no aplicativo do seu banco para ver a cobrança na hora.
- Peça o comprovante e compare com o valor combinado antes de sair.
Para o comerciante: se a tela da sua maquininha quebrou, peça a troca pelos canais oficiais da credenciadora. Continuar vendendo com o visor danificado deixa o cliente inseguro e abre espaço para reclamações.
4. Falsos técnicos, falsos consultores e falsas centrais
Falso técnico
Aparece no seu ponto de venda dizendo que veio fazer manutenção, atualização ou troca da maquininha. Pode usar camiseta, crachá e o nome certo da empresa. Antes de entregar qualquer equipamento ou informar senha, confirme a visita pelos canais oficiais. Se não houver registro, não entregue nada.
Falso consultor ou falso funcionário
O PagBank alerta para perfis falsos em redes sociais que oferecem maquininhas com taxas muito abaixo do mercado e pedem um pagamento antecipado ou dados bancários para "reservar o equipamento". Depois do pagamento, o contato some.
- Desconfie de taxa "boa demais" condicionada a pagamento por Pix para uma pessoa.
- Compre maquininha somente pelo site ou aplicativo oficial da empresa, ou por link que leve ao site oficial, e confira o endereço antes de pagar.
- Não instale aplicativos indicados por desconhecidos e não leia QR Codes que eles enviarem.
E o consultor do Taxa Boa? Os links de compra publicados aqui levam ao site oficial do PagBank, onde o pagamento é feito. O Taxa Boa e o consultor Gelson Junior nunca pedem senha, código de verificação ou Pix para "liberar" maquininha ou taxa. Na dúvida, confirme qualquer informação diretamente nos canais oficiais do PagBank.
Falsa central de atendimento
Alguém liga ou manda mensagem dizendo ser do banco ou da credenciadora e fala de uma "movimentação suspeita" ou de um "bloqueio". Em seguida, pede senha, código por SMS, transferência para uma "conta segura" ou a instalação de um aplicativo.
- Desligue. Depois, ligue você mesmo para o número oficial (veja como encontrar na seção 7).
- Não confie no número que aparece na tela: ele pode ser falsificado.
- Não faça transferências, empréstimos ou Pix "de teste" a pedido de quem ligou.
5. Cartões, senhas e comprovantes
Cartões e senhas
- Memorize a senha. Não anote junto ao cartão nem salve em nota no celular.
- Ajuste o limite do cartão ao seu uso real. Limite menor reduz o prejuízo em caso de fraude.
- Ative notificações de compra e confira a fatura com frequência.
- Prefira pagar por aproximação ou inserindo o cartão você mesmo.
Comprovantes de Pix
- Print não é prova de pagamento. Antes de entregar a mercadoria, confira se o valor entrou no extrato ou no aplicativo da sua conta.
- Confira o nome do pagador, o valor e a data no extrato.
- Desconfie de comprovante enviado com pressa, por exemplo "já paguei, pode liberar que estou atrasado".
- Agendamento não é pagamento: um Pix agendado ainda pode ser cancelado.
6. O que fazer diante de uma suspeita de fraude
- Interrompa a operação. Não digite senha, não envie código e não faça novos pagamentos.
- Bloqueie o cartão pelo aplicativo do banco, se houver compra que você não reconhece.
- Fale com sua instituição pelo canal oficial e anote o número de protocolo de cada atendimento.
- Se foi um Pix fraudulento, conteste no aplicativo da sua instituição o quanto antes. O Banco Central explica que o Mecanismo Especial de Devolução (MED) deve ser oferecido no app de todas as instituições e pode ser pedido em até 80 dias após a transação. Quanto antes você agir, maiores as chances.
- Registre um boletim de ocorrência. Muitos estados permitem registrar pela internet, na delegacia eletrônica da Polícia Civil.
- Guarde as provas: prints das conversas, números de telefone, comprovantes, extrato e protocolos.
- Troque senhas do banco e do e-mail se você clicou em link ou instalou algum aplicativo suspeito.
Importante sobre o MED: segundo o Banco Central, o mecanismo não garante a devolução. A recuperação depende da análise do caso e de haver saldo na conta de quem recebeu. O MED também não se aplica a desacordos comerciais (por exemplo, produto diferente do anunciado) nem a Pix enviado por engano para a pessoa errada.
7. Como encontrar os canais oficiais de atendimento
- Aplicativo oficial da instituição, baixado na loja oficial do seu celular.
- Site oficial digitado por você no navegador, em vez de clicar em link recebido por mensagem.
- Telefone impresso no verso do cartão ou na fatura.
- Contrato ou e-mail de boas-vindas recebido quando você abriu a conta ou comprou a maquininha.
Evite números encontrados em anúncios patrocinados, comentários de redes sociais ou mensagens recebidas. Golpistas criam páginas e perfis parecidos com os oficiais.
8. Reclamação e registro de ocorrência
- Atendimento da instituição (SAC): é o primeiro passo. Guarde o protocolo.
- Ouvidoria da instituição: se o SAC não resolver, procure a ouvidoria com o protocolo em mãos.
- Banco Central: se ainda assim não houver solução, o Banco Central indica registrar uma reclamação contra a instituição no portal do BC.
- Defesa do consumidor: você também pode registrar reclamação na plataforma consumidor.gov.br ou no Procon da sua cidade.
- Boletim de ocorrência: registre na delegacia ou na delegacia eletrônica do seu estado. O BO ajuda a comprovar o ocorrido junto ao banco.
O Banco Central também recomenda consultar o Registrato para ver contas e chaves Pix ligadas ao seu CPF e ativar o BC Protege+, recurso que ajuda a impedir a abertura de contas em seu nome.
9. Artigos relacionados do Taxa Boa
- Golpes atuais com Pix e maquininha: 10 fraudes e como se proteger
- Comprovante de Pix falso: como identificar e golpes contra comerciantes
- Como cobrar sinal em encomendas e evitar calote
- Maquininha recusando cartão: principais erros e como resolver
- Pix na maquininha e pagamento por aproximação: como funciona
10. Fontes
- Banco Central do Brasil. Segurança no Pix (MED, prazo de 80 dias, reclamação, Registrato e BC Protege+). Consultado em 19/10/2026.
- PagBank. Golpe da maquininha de cartão: como funciona e como se proteger. Consultado em 19/10/2026.
- PagBank. Golpe do falso funcionário: o que é e como se proteger. Consultado em 19/10/2026.
- Governo Federal. consumidor.gov.br.
Aviso: esta página tem caráter educativo e não substitui a orientação da sua instituição financeira, da polícia ou de um advogado. Procedimentos e prazos podem mudar; confirme sempre nos canais oficiais. O Taxa Boa não é banco nem instituição de pagamento e não tem acesso a contas, cartões ou transações de leitores.